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A busca pelos melhores momentos de compra ou venda de uma ação é constante por parte de todo investidor racional. Suas decisões costumam ser realizadas com base na situação presente da empresa, conjugada com suas expectativas futuras.
Boa parte destes investidores apoiam suas decisões estudando os preços das ações. Este estudo, conhecido como Análise Técnica, é realizado principalmente através de gráficos, buscando antecipar alterações futuras de preço.
A Análise Técnica tem suas raízes na teoria de Dow. Dessa teoria, derivam seus mais importantes princípios: tendência natural dos preços, preços descontando todas as informações conhecidas, volume espelhando as mudanças de preços, suportes e resistências.
Adicionalmente a interpretação dos gráficos, os investidores adeptos da Análise Técnica aplicam fórmulas matemáticas a preços e volumes negociados, buscando utilizar seus resultados para antecipar futuras alterações de preços. Tais fórmulas matemáticas são conhecidas como Indicadores Técnicos.
É prática comum entre os analistas técnicos, a exploração de indicadores nas ações. Essa prática busca encontrar os parâmetros que aplicados aos indicadores melhor expliquem e prevejam movimentos passados e futuros dos preços das ações.
Como exemplo, podemos considerar o cruzamento de uma média móvel com a linha de preços do ativo, como gatilho de compra ou venda. A questão principal é decidir se você utilizará uma média móvel de 5 dias, de 15 dias, de 50 dias, ou de 300 dias.
Com as ferramentas comumente utilizadas (Ex. Metastock/Equis - Reuters), a exploração da combinação de vários indicadores torna-se um problema combinatorial. A tentativa de explorar a combinação de cinco indicadores com um domínio de 200 valores possíveis como parâmetros, implica no teste de 320 bilhões de combinações (200^5=320 bilhões). Imaginando uma cpu capaz de processar 10000 combinações por segundo, ela não terminaria a exploração em menos de um ano de trabalho ininterrupto.
Outra lacuna não preenchida pelas ferramentas mais utilizadas, é a possibilidade de buscar indicações em outras séries de preços. Essas indicações poderiam vir de séries com reconhecidas correlações. Como exemplo, podemos citar a forte correlação entre o preço das ações preferenciais da Petrobrás e o preço do Barril de petróleo no mercado spot.
A exploração de indicadores em dados históricos, prática conhecida como backtesting, permite identificar os parâmetros que otimizariam o retorno para um período passado. O problema é que uma estratégia ótima para um passado qualquer não necessariamente será uma boa estratégia para um futuro qualquer.
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